Acesso à água de qualidade para os alunos e a comunidade |
A realidade de meninos e meninas do semiárido baiano vem sendo transformada a partir da chegada cisterna na escola. Na Bahia nos municípios de Serrinha e Araci, 18 cisternas estão em fase de conclusão e já começam levar esperança de dias melhores para a escola. A ação é fruto da parceria entre Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), Avina e Xylem, que estiveram através de seus representantes visitando as escolas nos dias 20 e 21 de maio.
Dona Maria Nilza, tem três filhos que estudam na Escola Municipal Maria Anunciação Nascimento, ela conta que já houve dias em que as crianças não foram à escola por falta de água. “Aqui a gente sofre por não ter água, já aconteceu de não ter aula, de ter que trazer água de casa. E tendo a cisterna não vai ser mais assim, eu acho que vai melhorar”, afirmou Dona Maria Nilza.
Crianças da Escola José de Anchieta preparam recepção |
Como uma das estratégias de convivência com o semiárido, o Projeto Cisternas nas Escolas é mais uma dimensão do trabalho da ASA na busca pela democratização do acesso à água potável de consumo. Um dos parceiros dessa caminhada é a Avina que apoia ações que visam a distribuição justa e igualitária da água na América Latina, e um dos investidores nesta ação conjunta com a ASA é a Xylem, empresa dos Estados Unidos, que desenvolve tecnologias voltadas para o tratamentos da água e equipamentos em geral e que também visitou a realidade das escolas.
Raul Gauto, representante da Avina |
Cisterna como instrumento pedagógico
Para a coordenadora Márcia Nívea, da Escola Municipal José de Anchieta, na Comunidade Jacu, em Araci, com a chegada da cisterna, professores e alunos realizarão o sonho de ter sua própria horta. “Além da água a cisterna irá servir para a realização do nosso sonho de ter uma horta na escola, para dar qualidade à merenda escolar, aqui somos muito carentes em relação à alimentação”, disse Márcia Nívea, que este ano identificou casos de alunos que adoeceram por fazer uso de água contaminada, a comunidade já ficou até 5 meses sem ter água e com as aulas suspensas.
Leandro Santos, Coordenador |
Leandro Santos, coordenador da Escola Maria Anunciação do Nascimento, diz que além de armazenar a água, a cisterna servirá como instrumento pedagógico. “Através da cisterna podemos trabalhar a partir da nossa realidade com a matemática, a geografia e seu relevo, a própria história da presença dos recursos hídricos na comunidade, dá para fazer várias abordagens”, ressaltou o professor que trabalha com a metodologia da educação contextualizada.